Mobilidade
Como sair, voltar e atravessar Tremembé
Nova Cantareira, Maria Amália Lopes de Azevedo e Sezefredo Fagundes organizam os ônibus; a ausência de metrô dentro do distrito aumenta o peso do trânsito até Tucuruvi.
Em Tremembé, a mobilidade precisa ser lida pela viagem inteira: o caminho até o ponto ou a estação, o tempo dentro do transporte e o último trecho até o destino. Ter grandes avenidas por perto ajuda, mas não garante uma rotina rápida em todas as partes do bairro.
Para quem mora em Tremembé, o transporte de massa fica, em média, a 3 km dos centros residenciais analisados. Uma segunda opção aparece a 4,4 km. Essa diferença mostra se existe escolha de rota ou se a rotina depende quase sempre do mesmo eixo.
O ônibus começa mais perto: a parada de referência fica a 127 m. Ainda assim, a viagem coletiva leva em média 56,1 minutos e os ônibus circulam a 16,8 km/h. Na prática, espera, trânsito e baldeações pesam mais do que a distância até o primeiro ponto.
A estrutura para bicicleta aparece em 0,7% do entorno. Ela pode resolver parte do último trecho, mas só é vantagem quando a rota continua segura depois da ciclovia ou ciclofaixa e oferece uma travessia possível nos grandes eixos.
Cantareira, Jardim Guapira, Parque Casa de Pedra e os setores próximos a Jaçanã não oferecem a mesma distância nem a mesma estrutura. Antes de escolher o endereço, vale fazer a viagem completa no horário de trabalho e repetir a volta à noite. É esse percurso porta a porta que revela a diferença entre estar bem localizado no mapa e chegar com facilidade todos os dias.